Comece aqui
Os rituais realizados em nossa Casa possuem fundamento, finalidade e responsabilidade. Um ritual pode fortalecer, reorganizar, alimentar uma relação com o sagrado, reparar determinados desequilíbrios ou favorecer melhores condições para que a pessoa cumpra aquilo que lhe cabe.
Entretanto, nenhum ritual substitui mudança de comportamento, responsabilidade, tratamento médico ou psicológico quando necessário, nem o compromisso da pessoa com o próprio caminho. Por isso, nem todo ritual deve ser realizado apenas porque alguém deseja fazê-lo. Algumas práticas dependem de orientação sacerdotal, consulta ou necessidade identificada no acompanhamento espiritual.
Os valores apresentados incluem os elementos utilizados, a preparação ritual, o trabalho sacerdotal e os cuidados necessários antes, durante e depois de cada procedimento.
Um rito tem custo porque tem matéria: elementos de àṣẹ, animais, folhas, tecidos, velas, alimentos, o tempo de quem prepara e a manutenção do espaço que o recebe. Tornar isso claro não é comercializar o sagrado; é assumir responsabilidade diante dele. O médium que sabe o que o valor sustenta se prepara melhor, organiza sua vida e chega ao rito sem improviso.
Cada ritual abaixo segue a mesma ordem: primeiro o sentido e a preparação; o valor vem por último, porque é consequência, não ponto de partida.
Iniciação de Exu e Pombagira de Lei
Umbanda — fundamento da Casa
O que é
No fundamento de nossa Casa, a iniciação de Exu de Lei é um rito relacionado ao desenvolvimento e à organização da relação entre o médium e a entidade que atua nessa linha espiritual.
É indispensável esclarecer que Exu de Lei não é o mesmo que Òrìṣà Èṣù. Òrìṣà Èṣù pertence à cosmologia e ao culto dos Òrìṣà. Os Exus de Lei são entidades espirituais que trabalham dentro de fundamentos próprios da tradição religiosa praticada pela Casa. Aproximar os dois campos exige estudo e cuidado; confundi-los apaga suas identidades.
O que a iniciação não é
A iniciação não transforma a entidade em propriedade do médium, não concede poder para controlar outras pessoas e não representa superioridade dentro do templo. Também não deve ser realizada apenas porque o médium deseja saber o nome de seu Exu, possuir um assentamento ou alcançar determinado lugar na hierarquia.
Quando é indicado
Esse rito marca uma etapa de compromisso, preparação e responsabilidade. Ele fortalece e organiza a ligação de trabalho entre médium, entidade, corrente espiritual e Casa. Sua realização depende do desenvolvimento mediúnico, da confirmação da necessidade e da avaliação da direção sacerdotal.
Os deveres de quem recebe
Receber essa iniciação significa assumir deveres. O médium deverá cuidar do que lhe for confiado, respeitar os fundamentos, manter discrição sobre aquilo que é reservado e compreender que sua conduta interfere na qualidade do trabalho espiritual.
A força de Exu não autoriza arrogância, ameaça, manipulação ou irresponsabilidade. Quanto maior o compromisso assumido, maior deve ser o cuidado com a palavra, com os próprios desejos e com as consequências das ações.
A iniciação não encerra o desenvolvimento: ela inaugura uma nova etapa. O rito oferece estrutura e fundamento, mas o amadurecimento da relação acontece por meio da disciplina, do serviço, da orientação sacerdotal e de Ìwà Pẹ̀lẹ́. Exu de Lei não existe para alimentar vaidades; sua atuação exige verdade, firmeza, responsabilidade e compromisso com a ordem espiritual da Casa.
O que o médium deve trazer
Todos os elementos devem estar no Templo uma semana antes da iniciação, para verificação. No dia, trazer toalha e não atrasar.
- 1 pedra de rua, pequena
- 1 pedra yangi, pequena
- 1 garfo de 15 a 20 cm com base — arredondada para Pombagira, quadrada para Exu
- 3 obì africanos e 3 orobô africanos
- 1 pemba vermelha e 1 pemba preta
- 1 punhal simples, de 15 a 20 cm
- 4 búzios terra abertos e 1 cumbuquinha de barro pequena para colocá-los
- 1 taça, 1 copo, 1 cinzeiro pequeno e 1 porta-velas
- 1 quartinha de porcelana ou cerâmica envernizada — com asa para mulher, sem asa para homem
- 1 champanhe, 1 litro de pinga e a bebida do Exu (cerveja ou pinga)
- ½ litro de dendê 100% puro, 3 cebolas médias e 1,5 kg de farinha de mandioca
- 7 moedas correntes
- 1 vela vermelha e preta
- 1 vasinho pequeno para flores; rosas para a Pombagira do médium, cravos para o Exu do médium e 1 rosa vermelha para D. Cigana da Praia
- 1 maço de cigarro e 1 charuto
Depois da iniciação
- Após o banho de àṣẹ, não lavar a cabeça no mesmo dia
- Evitar brigas durante os 7 dias seguintes
- Acender a vela no assentamento todo sábado de trabalho no Templo e, nos dias de gira de Exu e Pombagira, ativá-lo com os elementos
- Ter esponja e toalhinha próprias, com o nome, para a limpeza dos itens do assentamento, e mantê-lo sempre limpo
O médium recebe o manual da Casa com o procedimento de ativação do assentamento nas giras, a reza aos guardiões e o jogo dos quatro búzios — oráculo breve de comunicação com os guardiões, que não substitui a orientação da Mãe nem o atendimento com os Guias.
Valor para o médium
R$ 1.000
O que está incluído
Os bichos, folhas, favas e demais elementos utilizados na consagração.
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.
Ritual da Oferenda
Templo Espiritualista Luz do Amor Divino
O que é
A oferenda é um trabalho espiritual individual, pensado e conduzido exclusivamente para quem o recebe. Toda a atenção, a energia e a intenção do rito se voltam ao propósito daquela pessoa. Sua função principal é estabelecer conexão direta com o Òrìṣà por meio de elementos sagrados ofertados de forma ritual, para dar suporte a desafios em saúde, amor e relacionamentos, prosperidade, equilíbrio emocional, carreira, harmonia familiar e proteção espiritual.
Na filosofia dos Òrìṣà, a natureza é sagrada e reflete as forças que regem o universo. Cada Òrìṣà governa domínios específicos da existência, e a oferenda é o elo que permite comunicação respeitosa com essas forças, pedindo orientação, proteção e àṣẹ.
Os elementos
O rito combina os três reinos. Minerais — pedras, cristais e metais — ancoram e dão firmeza. Vegetais — folhas, flores, ervas e frutos — entram em banhos, comidas e preparos que purificam e revitalizam. Animais representam a vitalidade e a ligação entre o mundo espiritual e o físico, conduzidos com responsabilidade e dentro dos preceitos da tradição.
Como o ritual é preparado
A equipe começa os preparativos horas antes do horário agendado: comidas rituais com os ingredientes e receitas de cada Òrìṣà, banhos de ervas selecionadas, objetos consagrados. Quando a pessoa chega ao Templo, tudo já está pronto. Por isso o agendamento prévio é indispensável.
O que o rito exige de quem o recebe
Toda ação ritual oferece suporte e cria condições favoráveis; ela concede àṣẹ, força e sabedoria. Mas não funciona como mágica instantânea. A consciência de quem recebe precisa estar aberta, e a postura e o comportamento, condizentes com o que se deseja alcançar. Um dos princípios centrais da filosofia dos Òrìṣà é o Ìwà Pẹ̀lẹ́, o bom caráter: sem cultivá-lo nas atitudes diárias, o ritual perde sua eficácia. A transformação pedida precisa vir acompanhada de mudança de atitude.
Antes de agendar
- O agendamento prévio é obrigatório
- Chegue com abertura e disposição para trilhar seu caminho com bom caráter
- Só marque se realmente for comparecer; caso contrário, não ocupe o lugar de outra pessoa
- Dúvidas: secretária@temploluzdoamordivino.com.br ou WhatsApp (11) 94352-6751
Valor para o médium
R$ 750
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.
Oferenda a Ẹgbẹ́
Fundamento Yorùbá
O que é
Na compreensão Yorùbá, a existência não é construída de forma inteiramente individual. A pessoa chega ao ayé inserida em relações: com sua família, sua comunidade, seus ancestrais, suas alianças espirituais e as forças que participam de sua trajetória. Ẹgbẹ́ está ligado a esse princípio de pertencimento e companhia.
Por isso, Ẹgbẹ́ não deve ser reduzido à ideia de "amigos espirituais" nem apresentado como uma força destinada apenas a trazer alegria, relacionamentos ou prosperidade. Seu campo envolve vínculos, compromissos, reciprocidade, pertencimento e a maneira como a pessoa ocupa seu lugar entre os outros.
Quando é indicado
O cuidado ritual com Ẹgbẹ́ pode ser indicado quando se identifica a necessidade de fortalecer essa relação, reorganizar determinados vínculos ou atender a uma orientação espiritual específica. Em algumas situações, a pessoa pode apresentar dificuldade constante de pertencimento, rompimentos repetitivos, instabilidade em seus projetos, isolamento ou a sensação de que nunca consegue permanecer no lugar que construiu. Entretanto, esses sinais, isoladamente, não comprovam uma questão com Ẹgbẹ́. É necessária avaliação responsável.
O que o rito busca — e o que ele não faz
O rito busca favorecer harmonia, reconhecimento e melhor integração entre a pessoa, seu caminho e suas relações. Mas Ẹgbẹ́ não pode ser responsabilizado por toda frustração afetiva ou dificuldade social. Existem problemas que nascem da forma como a própria pessoa se relaciona: da incapacidade de ouvir, da repetição de conflitos, da falta de reciprocidade ou da dificuldade de assumir compromissos.
Cuidar de Ẹgbẹ́ também exige aprender a pertencer. Não basta pedir boas companhias se a pessoa não sabe ser uma boa companhia. Não basta desejar acolhimento sem aprender a acolher. O rito movimenta Àṣẹ, mas a continuidade desse movimento depende da conduta, da maturidade e do compromisso com Ìwà Pẹ̀lẹ́.
O que trazer
O doce de que o médium mais gosta, em quantidade suficiente para colocar na oferenda e distribuir aos presentes.
Valor para o médium
R$ 800
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.
Oferenda a Àjẹ́
Fundamento Yorùbá
O que é
Àjẹ́ representa uma potência profunda de realização, transformação, fecundidade e concretização. É uma força associada à capacidade de fazer algo crescer, circular, amadurecer e produzir consequências no mundo.
Embora possa se relacionar com prosperidade e recursos materiais, Àjẹ́ não deve ser reduzida a dinheiro. Seu campo também alcança projetos, trabalho, criatividade, capacidade de realização, administração, continuidade e preservação daquilo que foi conquistado.
Quando é indicado
O cuidado ritual com Àjẹ́ pode ser indicado quando há necessidade de fortalecer a capacidade de concretização, favorecer a circulação de recursos ou reorganizar a relação da pessoa com trabalho, sustento e prosperidade. Também pode estar ligado a projetos que não se desenvolvem, recursos que chegam e não permanecem ou dificuldades recorrentes para transformar capacidade em realização.
Entretanto, nem todo problema financeiro possui causa espiritual. Há situações relacionadas à falta de planejamento, desorganização, impulsividade, ausência de preparo ou decisões que produzem prejuízos. O rito não deve esconder essas responsabilidades.
O que o rito busca — e o que ele não faz
Àjẹ́ não é promessa de enriquecimento e não transforma descuido em prosperidade. Pedir circulação também exige aprender a administrar. Pedir crescimento exige estrutura para sustentar o que crescer. Pedir realização exige trabalho, direção e constância.
O cuidado com Àjẹ́ favorece condições para que a realização encontre caminho, mas aquilo que chega precisa encontrar um Orí capaz de reconhecer, conduzir e preservar. Prosperidade sem caráter pode produzir destruição; poder sem direção pode ampliar os desequilíbrios que a pessoa já carrega.
Como o médium se prepara
A definir: o que trazer, resguardo e cuidados posteriores.
Valor para o médium
R$ 800
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.
Ẹbọ
Fundamento Yorùbá
O que é
Ẹbọ é mais do que um ato de oferecer: é um movimento de energia e destino. O termo significa literalmente "sacrifício" ou "oferenda", mas seu sentido mais profundo é colocar algo diante do sagrado para restabelecer o equilíbrio entre o Ayé, o mundo visível, e o Ọ̀run, o mundo espiritual.
Ao realizar um ẹbọ, movimentam-se três forças:
- Curativa — limpa e descarrega as dores, retira fardos e neutraliza o que impede o fluxo natural do destino. É o poder de restaurar.
- Preventiva — levanta uma barreira de proteção contra doenças, perdas e armadilhas do caminho, afastando infortúnios antes que aconteçam.
- Atrativa — chama para perto o que é necessário à vida em harmonia com o Orí: prosperidade, paz, saúde, amor, fertilidade e equilíbrio. É o poder de abrir caminhos.
O ẹbọ reafirma o pacto com o sagrado e recorda uma verdade: não existe destino que não possa ser ajustado. Mas esse ajuste só se manifesta com disciplina, fé, obediência às orientações espirituais e a consciência sincera de querer transformar a própria vida. Quem faz o ẹbọ não apenas entrega algo; recebe de volta a ordem, a proteção e a bênção do seu Orí, guardião do destino.
A roupa que será despachada
Para este rito, o médium traz uma roupa já usada, da qual não fará mais uso, porque tudo o que estiver em contato com o corpo no momento do ẹbọ será despachado com ela. A roupa deixa de ser tecido e se torna recipiente espiritual do que já não serve ao caminho da pessoa; ao ser despachada, entrega isso ao sagrado para que seja dissolvido. É um ato de renovação: despir-se do que oprime para revestir-se do que traz vida, clareza e equilíbrio.
O que trazer
- 1 toalha de banho
- Uma roupa já usada, da qual não fará mais uso (será despachada)
- Uma roupa limpa e clara para vestir depois do banho — o branco e as cores claras simbolizam paz, equilíbrio e renascimento
Valor para o médium
R$ 800
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.
Borí
Tradição ancestral dos Òrìṣà — Ilé Àṣẹ Imọlẹ̀ Jagun
O que é
Orí é o Òrìṣà primordial e individual que cada pessoa traz em si desde a fecundação: origem, motivo, razão, existência e predestinação de cada um. É por meio de Orí que nos ligamos aos Òrìṣà, à ancestralidade e à natureza. Um Orí bem cuidado conduz a conquistas, nobreza e clareza de caminho (Orírere); um Orí em desequilíbrio produz perdas, bloqueios e desvio do propósito (Orí burúkú).
O Borí é o instrumento ancestral por excelência para alimentar e fortalecer esse Orí. Seu propósito é despertar o potencial de Orí ao longo do tempo: enxergar o próprio caminho, harmonizar as dimensões física, emocional, mental e espiritual, liderar a própria trajetória e tornar-se Olórí Rere — portador de um bom Orí.
As duas partes do ritual
1. Ẹbọ de Exu. Limpeza profunda que retira impurezas, obstáculos e cargas negativas que aprisionam o Orí e impedem a vida de fluir. Sem essa limpeza, qualquer trabalho posterior seria construído sobre terreno instável.
2. Borí. Após a limpeza, o fortalecimento do Orí e da ancestralidade, alinhando a pessoa ao seu propósito de vida. Em ambas as etapas são usados elementos da natureza — minerais, vegetais e animais — com sabedoria e respeito.
Como funciona a estadia
O ritual dura de um dia para o outro: o médium chega na data agendada e sai no dia seguinte, após o café da manhã. Jantar, café da manhã e toda a estrutura da noite são fornecidos pelo Templo.
O que levar
- 1 jogo de lençol branco novo — servirá para todos os rituais que realizar
- Toalhas de banho — mais de uma, pois há mais de um banho; uma das extras não precisa ser branca
- Roupa branca limpa e confortável para dormir
- Roupa velha para despacho, incluindo roupa íntima — será usada no Ẹbọ de Exu
- 1 nota de dinheiro, de qualquer valor — usada no ritual com função específica; evite valor muito baixo
- 1 coco seco
- 1 travesseiro
- Produtos de higiene pessoal para dois dias
- Cobertor (opcional, não precisa ser branco)
- Medicamentos de uso contínuo e alimentos, caso tenha restrição alimentar
Depois do Borí
No dia em que sair, não lave a cabeça. Se necessário, lave somente o corpo no fim do dia. A cabeça é o assento do Orí e precisa manter a força recebida.
Nos 7 dias seguintes, evite discussões e brigas, para que o que foi feito se assente.
O médium leva para casa elementos de manutenção semanal ou diária do Orí: efun (purificação e equilíbrio), banha de Orí (unção, serenidade e alinhamento entre pensamento, sentimento e ação), búzio (comunicação com o sagrado e cumprimento da devoção ao Orí), pena de ekodidé (realeza e nobreza do Orí) e a nota de dinheiro usada no ritual, que deve ser entregue a uma pessoa em situação de rua.
Valor para o médium
R$ 2.300
O que está incluído
- Ritual completo: Ẹbọ de Exu e Borí
- Estadia, jantar e café da manhã
- Todos os elementos do ritual, muitos importados diretamente da Nigéria
- Animais: pombo branco, pato, frango e galinha d'angola
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.
Assentamento de Òrìṣà Èṣù
Fundamento Yorùbá
O que é
Preparação e consagração do igbá de Èṣù — o assentamento onde a força do Òrìṣà é fixada e passa a ser cultuada de forma contínua. Os elementos que o compõem não são apenas itens materiais: ganham vida e devoção pela magia constituída com o vegetal, o mineral e o animal, tornando-se um elo direto com Èṣù. Assentar é assumir responsabilidade permanente.
O assentamento de Èṣù traz ordem, organização e disciplina, princípios essenciais para cultuar essa divindade. Como mensageiro divino, Èṣù fortalece a conexão espiritual, abre caminhos e favorece mudanças pessoais rumo ao bem-estar e às boas escolhas.
Quando é indicado
A definir.
O que o médium deve trazer
Todos os itens devem estar no Templo com antecedência:
- 1 punhal (simples ou mais elaborado)
- 1 pedra yangi, de aproximadamente 1,5 kg
- 3 búzios terra
- 3 àdó (cabaças pequenas)
- 1 panela preta de barro capixaba, sem tampa, em que caibam os elementos acima
No dia do ritual, trazer toalha e uma roupa limpa. O valor inclui todos os elementos usados na consagração.
Cuidado depois do assentamento
O igbá deve ser cuidado semanalmente com os temperos de àṣẹ — omi tútù (água fria), ọtí (bebida destilada), ẹpọ pupa (azeite de dendê), oyin (mel) e iyọ̀ (sal) — sempre com a saudação e a reza, porque o elemento só se ativa pelo ofọ̀, o verbo. A cada três meses faz-se o osé, a lavagem do assentamento com folhas. O médium recebe o manual completo com a ordem dos temperos, a saudação, o passo a passo do osé e a reza de fundamento a Èṣù Òrìṣà.
Valor para o médium
R$ 1.800
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.
Assentamento de Òrìṣà Àjẹ́
Fundamento Yorùbá
O que é
Preparação e consagração do assentamento de Àjẹ́ — a estrutura ritual consagrada por meio da qual se estabelece e se mantém uma relação contínua com essa força. Assentar é assumir responsabilidade permanente.
Àjẹ́ representa uma potência profunda de realização, transformação, fecundidade e concretização. É uma força associada à capacidade de fazer algo crescer, circular, amadurecer e produzir consequências no mundo.
Embora possa se relacionar com prosperidade e recursos materiais, Àjẹ́ não deve ser reduzida a dinheiro. Seu campo também alcança projetos, trabalho, criatividade, capacidade de realização, administração, continuidade e preservação daquilo que foi conquistado.
Quando é indicado
O cuidado ritual com Àjẹ́ pode ser indicado quando há necessidade de fortalecer a capacidade de concretização, favorecer a circulação de recursos ou reorganizar a relação da pessoa com trabalho, sustento e prosperidade. Também pode estar ligado a projetos que não se desenvolvem, recursos que chegam e não permanecem ou dificuldades recorrentes para transformar capacidade em realização.
Entretanto, nem todo problema financeiro possui causa espiritual. Há situações relacionadas à falta de planejamento, desorganização, impulsividade, ausência de preparo ou decisões que produzem prejuízos. O rito não deve esconder essas responsabilidades.
O que o rito busca — e o que ele não faz
Àjẹ́ não é promessa de enriquecimento e não transforma descuido em prosperidade. Pedir circulação também exige aprender a administrar. Pedir crescimento exige estrutura para sustentar o que crescer. Pedir realização exige trabalho, direção e constância.
O cuidado com Àjẹ́ favorece condições para que a realização encontre caminho, mas aquilo que chega precisa encontrar um Orí capaz de reconhecer, conduzir e preservar. Prosperidade sem caráter pode produzir destruição; poder sem direção pode ampliar os desequilíbrios que a pessoa já carrega.
O que o médium deve trazer
Os itens que compõem o igbá de Àjẹ́, conforme a lista entregue pela Casa no momento do agendamento. Todos os itens devem estar no Templo com antecedência. No dia do ritual, trazer toalha de banho.
Valor para o médium
R$ 1.800
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.
Alimentação de assentamento
Òrìṣà Èṣù, Òrìṣà Àjẹ́, ou Exu e Pombagira
O que é
O assentamento não é um objeto decorativo, um amuleto ou um depósito de pedidos. É uma estrutura ritual consagrada, constituída segundo fundamentos próprios, por meio da qual se estabelece e se mantém uma relação espiritual.
Alimentar um assentamento significa renovar seu Àṣẹ e cuidar da relação que foi instituída. Esse procedimento pode envolver agradecimento, manutenção, fortalecimento ou atendimento a uma orientação específica. A forma, a periodicidade e os elementos utilizados dependem da natureza daquele assentamento e do fundamento da Casa.
A alimentação não possui o mesmo significado para todos os assentamentos. O cuidado destinado a um assentamento de Òrìṣà Èṣù não é automaticamente igual ao destinado a Àjẹ́, nem deve ser confundido com os procedimentos relacionados às entidades Exu e Pombagira. Cada força possui natureza, linguagem ritual e responsabilidade próprias.
O que alimentar não é
Alimentar não significa ordenar que o sagrado resolva um problema. O assentamento não deve ser procurado somente nos momentos de urgência, como se existisse apenas para atender necessidades imediatas. Relação espiritual não se sustenta apenas por pedidos; ela exige presença, reciprocidade, respeito e continuidade.
A responsabilidade de quem tem um assentamento
Quem recebe um assentamento assume uma responsabilidade. Isso inclui respeitar as orientações da Casa, não permitir manipulações indevidas, não realizar intervenções por conta própria e não abandonar o cuidado estabelecido. Quando a pessoa não pode cumprir determinada obrigação, deve procurar a direção sacerdotal em vez de improvisar.
A alimentação renova a estrutura ritual, mas também recorda à pessoa o compromisso que ela assumiu. Não existe assentamento verdadeiramente cuidado quando o rito é mantido, mas a conduta contradiz continuamente o fundamento daquela relação.
Como o médium se prepara
O médium traz o seu assentamento ao Templo, onde o ritual é realizado. O assentamento deve ser transportado com cuidado e respeito, e não deve passar por qualquer intervenção antes da chegada.
Periodicidade: o assentamento deve ser alimentado a cada seis meses ou, no mínimo, uma vez por ano.
Valor para o médium
R$ 800
Formas de pagamento
Condições de parcelamento confirmadas no agendamento com a secretaria.